Comércio


Foto: Glauco Frizzera

O Paraíso das Conchas - Ontem

A comercialização do artesanato de conchas se dava em função do turismo, tendo como principal vitrine a cidade de Guarapari, que nos anos 70-80 se consolida como o maior destino turístico do estado. Ali os colares eram vendidos em pequenas lojas de artesanatos ou deixados em consignação nas lojas de confecções.

O principal comércio, porém, era feito pelos ambulantes que expunham os objetos nas calçadas, sobre panos, esteiras ou bancadas improvisadas. Eram também vendidos na grande Vitória, nas lojas de lembranças do Convento da Penha, em Vila Velha, nos mercados e nas lojas do centro da cidade.

A forma de venda mais interessante, porém, é ainda a mais tradicional, com os chamados “mangueadores” percorrendo as praias mais movimentadas carregando os colares pendurados em cabides ou nos braços.

O auge das vendas ocorreu nos anos 90, quando saíam de Piúma de seis a dez ônibus com mais de 400 pessoas, para vender o artesanato na região sul do país, na Argentina, Uruguai e Chile. Nestas cidades, com o tempo, os artesãos estabeleceram rotas de contato.