Comércio


Foto: Humberto Capai

O Paraíso das Conchas – Hoje

Nos anos 90, quando o forte da economia nas regiões praieiras era a pesca, a maioria da população do litoral sul capixaba, inclusive crianças, trabalhava no artesanato de conchas. A divulgação desse trabalho por todo o Brasil impulsionou o turismo, sendo hoje, ao lado da construção civil, o primeiro ramo da economia dessas cidades. Nos períodos de férias a população das cidades litorâneas se multiplica, gerando um movimento que estimula e incrementa o comércio do artesanato.

Com o tempo, o artesanato de conchas despertou a atenção da sociedade e dos pesquisadores universitários, sendo reconhecido como expressão artística digna de estudo pela comunidade acadêmica. Ganhando espaço na mídia, tornou-se símbolo da identidade capixaba.

A produção se diversificou, variando do extremamente artesanal à produção em oficinas, algumas empregando até 40 artesãos.

Hoje encontramos artesãos de conchas em vários municípios do Espírito Santo, tanto no litoral sul como na Grande Vitória. Diferente da produção inicial das décadas de 60-80, o trabalho é mais elaborado e diferenciado. A formação de mão de obra deixou de ser uma atividade familiar, e a maioria dos artesãos aprende o ofício nos cursos oferecidos pelo Sebrae.

Nestas cidades existem hoje feiras permanentes nas praças e nos mercados próximos das praias e dos turistas.